Páginas

quinta-feira, 19 de maio de 2005

A Difícil Arte de Educar Uma Desbocada

Estou meio PÊ da cara para postar hoje, mesmo assim tive vontade. É tanta coisinha acontecendo junto, é tanto detalhe e gotinha ajudando a encher o copo que daqui a pouco vai transbordar. Sou a pessoa mais paciente do mundo... mas não sou uma pessoa paciente. Não dá pra entender, né? Mas eu entendo e isso é que importa.
Camila está cada vez mais parecida comigo... bate de frente... responde... não obedece... é explosiva (apesar da carinha meiga). Pô, menina de 8 anos querendo mandar eu "ficar quieta".... não rola. O bicho tá pegando, a idade tá avançando, a adolescência chegando... e eu não sou igual a minha mãe. Eu respondia, minha mãe gritava, eu gritava mais, e ela cedia. Aqui não, Camila responde, eu grito, se ela gritar.... afff... eu grito muito mais, eu mando calar a boca, eu fico histérica, e fico passada, uma verdadeira louca, insana, que não admite que uma pirralha me enfrente. Nesse caso, não tenho paciência. É absurdo isso acontecer. Cadê o respeito? Cadê a obediência? Argumentadora... se é que essa palavra e descrição existem... mas ela argumenta demais, argumenta qualquer ordem, argumenta qualquer comentário. Desde pequena brincávamos que ela seria advogada, pq estava sempre falando muito e sempre com um discurso inflado, típico dos advogados. Hoje eu vejo que personalidade forte começa cedo, e tem que torcer o pepino pra coisa não degringolar.
É claro que educar uma criança não é tarefa fácil... é preciso dizer NÃO, é preciso contrariar e é preciso mostrar o caminho, dizer o por que de tal regra, explicar onde é que tal atitude vai fazer bem ou mal. Mas a maneira como a criança vai reagir a tais ensinamentos... isso não tem como ensinar... isso vem de dentro, ou talvez venha dos exemplos, da maneira que é tratada... sei lá... 50% ambiente, 50% personalidade, não sei onde foi que eu vi essa teoria.
Mas a gente se acerta, tenho certeza, pq uma coisa ela tem de bom... volta atrás, pede desculpas, se arrepende. Não é orgulhosa como eu era. Ponto pra ela.
Só fico com pena da minha mãe, que é obrigada a fazer o papel que deveria ser meu, o de educar, brigar, ensinar, cobrar. Estou enfiada num escritório o dia inteiro, e só o que posso fazer é dar sermão pelo telefone, o que eu não acho nada proveitoso, já que o olho a olho conta muito na hora de exigir alguma coisa. Minha mãe fica arrasada, pq ela queria o papel de avó, e não de mãe.

 Dilemas familiares... quem não os têm?

 Lá vem os parênteses 1:
 Queria agradecer imensamente à Daya pela cartinha que recebi hoje pelo correio. Menina, você é um amor de pessoa, e agora que está meio afastada da internet, o meio que encontrou de continuar sendo carinhosa é escrever a próprio punho cartinhas para os amigos. Tá, eu quero ser modesta, sei que você não deve ter escrito muitas cartas, e a minha até ganhou um post no seu blog, então, deixando a modéstia de lado, obrigada pelos elogios, é muito bom ouvir, de alguém que nem conhecemos, tantos elogios. Você merece muito carinho também !!! Beijinho no Tetheu !!! Adoro você !!


 Olha o parênteses 2:
 Tais comentou: QUE É ISSO ILANA??????????? E eu explico. Era quase meia-noite, eu queria garantir a data de quinta-feira no post, se eu fosse esperar pra escrever tudo isso (contando com os entreveiros que sempre rolam) eu só conseguiria postar com data de sexta-feira, por isso escrevi apenas "postando" querendo indicar que eu estava nos preparativos do post... tá explicado ??? rsrsrs Ah, sim... isso pode acontecer mais vezes...

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...