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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Cão para adoção em Curitiba - Sirius Black

EDIÇÃO: O SIRIUS FOI ADOTADOOOOOOOOO!!! E o melhor, a pessoa que o levou pegou mais um filhote do terreno, o penúltimo, ou seja, só temos mais um morando no inferno. Ontem mesmo os dois restantes foram queimados com cigarro pelos "nóia" da região, muito triste, porém farei o possível para que esse último encontre uma família.

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Pra quem não viu o post origem, por favor acesso o link abaixo primeiro para entender a história desse filhote lindinho:

http://casadasloucas.blogspot.com.br/2014/07/cao-para-adocao-em-curitiba-dobby.html

E agora conheçam o Sirius Black, um filhote macho, com 2 meses, porte médio podendo chegar a grande (a mãe é porte M, mas o pai desconhecido), está vacinado, já tomou vermífugo, mas está na rua ainda e corre perigo de ser atropelado. Quem tem um quintal precisando de um amigo?







sexta-feira, 11 de julho de 2014

Cão para adoção em Curitiba - Dobby

EDIÇÃO - DOBBY ADOTADO!!!!!!!!


É incrível a lealdade de um cão, mesmo tão pequeno é capaz de seguir seu humano em qualquer lugar, viver em qualquer situação, desde que o tenha ao seu lado. Essa é a estória do Dobby e seus irmãos.

Perto da minha casa tem um senhor chamado Bira, ele é alcoólatra e drogado, sobrevive sabe Deus como, sua casa pegou fogo e ele mora num resto de construção no terreno. Ele sempre teve muitos cães, essa foto, por exemplo, tirei em maio de 2013, aproveitei que tive que parar o carro para ele passar e cliquei.

Esse ano aconteceu de 3 cadelas darem cria ao mesmo tempo, ao todo sobreviveram 18 filhotes, que viveram nessa condição durante um mês, vejam:











 

 

Imaginem o barulho de choro de filhote, as brigas e a confusão nesse terreno. Quando os bebês começaram a andar a coisa piorou, vários atropelados. A pessoa que assumiu a situação foi a Sonia, que conheci através dessa história e quem admiro muito, castrou as 3 cadelas, vacinou todos os filhotes, e com a ajuda dos amigos dela conseguiu doar quase todos, restando apenas 5. Desses 5 ela acabou ficando com uma fêmea atropelada, e os outros 4 (todos machos) permaneceram com o Bira.

Aí eu resolvi ajudar, me comprometi a levá-los em feiras de adoção e divulgar no Facebook, para tentar encontrar um lar para cada um deles, apesar de serem porte grande, o que dificulta a adoção, tenho fé que vamos encontrar famílias disponíveis e com o coração aberto para receber um anjinho desses.

Hoje levei o Dobby pra casa (nome escolhido pela Carol) e fiquei impressionada com o "trauma" do bebê. Ele não parou de chorar, quando o larguei no chão foi correndo para o portão, como quem diz "me leva pra casa", quando o instalei no quintal, com conforto, comida, água, cobertas, roupinha, ele não reagiu a nada. Não comeu, não bebeu água, não se mexia, só chorando, afinal ele estava acostumado a viver na matilha, sempre com companhia. Disseram que hoje ele apanhou muito do Bira, que é o mais quietinho e é o que mais apanha. Pode isso? Que dó... nem quero entrar no mérito da condição mental do Bira, temos é que retirar os filhotes daquele inferno, restam apenas 4, farei a minha parte, na medida das minhas possibilidades, ou seja, consigo manter um por vez na minha casa, pois trabalho fora e não posso me dedicar a cuidar de muitos filhotes ao mesmo tempo, pra manter tudo limpo e em condições, tem que ser um por vez (apesar de que manter filhote sozinho é triste, eles choram, mas logo acostumam, só precisa de paciência).

Espero que em uma semana na minha casa eu consiga melhorar o cocô dando uma boa ração, consiga fazer ele entender que a vida no inferno acabou, que carinho existe, mesmo ele não sabendo o que é, que dormir ao relento não é opção com esse frio. Alimento e água graças a ajuda da Sonia e de outros vizinhos locais, todos recebem direitinho, já fiz minha doação de ração pra eles, dei um colchão pro Bira também (repararam o estado do colchão em que os cachorros ficavam?), mas não adianta doar muita coisa, ele não tem onde guardar, abrigar, ele mora praticamente ao relento.

Esse é o Dobby, quem puder ajudar na divulgação, por favor, compartilhem no Facebook o post com as fotos deles.









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Edição: Depois de 3 dias comigo já posso dizer que esse menino Dobby é um Lord. Muito bonzinho, só faz as necessidades quando está fora de casa (claro que levo ele com frequência para evitar acidentes), só faz cocô uma vez por dia, come pouco, fica quietinho no cantinho dele, só chora quando está sozinho (normal de filhote novinho), obedece, dorme a noite toda (do lado da minha cama), não destruiu nada no quintal, ou seja, um filhote que vai se adaptar fácil em qualquer família com o coração aberto.

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Mais um filhote pra adoção, conheçam o Sirius Black, um lindo pretinho básico pra aquecer seu coração.










sexta-feira, 15 de março de 2013

Bichos de Estimação: Compra x Adoção

Sempre amei cachorros, desde criança lembro das inúmeras vezes que pedi um cachorro para minha mãe. Tenho uma cicatriz no rosto até hoje causada por uma mordida de cão (que quase me acertou o olho). Eu tinha uns 5 anos (ou menos) e estava na casa de uma vizinha, a lembrança é viva e muito real, lembro da cara do cachorro inclusive, eu deitei no chão, com a barriga pra baixo e fiquei "nariz com nariz" com ele, segurando com força pelas orelhas, eu queria dar um BEIJO, mas quem me "beijou" com os dentes foi ele.

Trauma? Sim. Com certeza.

Passei a ter medo de cachorro, mas continuei amando.

Por volta de 10-11 anos de idade eu sempre tinha que ir a pé na casa da minha vó, e no caminho havia muitos cães na rua, alguns deles avançavam nas pessoas que passavam, eu ficava imóvel entoando uma reza que minha mãe mandava eu fazer: "São Roque, São Roque, não deixe que esse cachorro me toque". Depois de alguns segundos eu começava a andar devagarinho e o cachorro me deixava passar. Nessa mesma época vi também o cachorro da minha tia cravar os dentes na perna do meu irmão, um horror, tadinho. Memórias caninas da minha infância!

Meu gatinho preto, Chico.
Em uma ocasião levei pra casa um bicho que achei na rua. O Chico, um gato preto lindão. Permaneceu conosco durante muitos anos, quase não parava em casa, vinha comer as cabeças de galinha que eu comprava na mercearia em Caxias do Sul. Quando viemos morar em Curitiba, eu tinha 13 anos, e deixei o Chico com os novos donos da casa. Ele ainda viveu por muitos anos lá, e depois sumiu, deve ter morrido, claro, de velho.

Em Curitiba viemos pra morar em apartamento, minha mãe nunca gostou de bichos, especialmente cachorros (ela não sabe lidar com eles, são ETs para ela), e eu já nem falava mais em ter um, aliás, o medo deles ainda permanecia em mim. 

Quando comecei a namorar o Júlio (pai das minhas filhas), meus sogros tinham o Oliver, um Yorkshire lindo. Vocês acreditariam se eu dissesse que a primeira vez que fui na casa deles eu não entrei por medo do cachorro? Paralisei, pensando no São Roque, o bichinho latia muito, e só depois que alguém o segurou no colo que eu entrei. Vergonha, me deixem. Depois de um tempo é claro que vi que ele não demonstrava perigo e aí eu vivia fazendo carinho nele, aquele amor contido nunca me largou, é fato.

Teddy
Enquanto adolescente tive tartaruga e hamster. Depois que as filhas nasceram dei um coelho para Camila, tivemos aquário, a Carol teve tartaruga, peixinho, hamster, e até dois cachorros (por pouco tempo, é claro), um poodle vira-lata (Teddy) e uma vira-lata pura, a Kika Ralio.

 O Teddy morou uma semana com a gente. Infelizmente a Kika também não durou muito, apenas alguns meses. Eu trabalhava fora o dia todo, a cadelinha ficava em casa com minha mãe, a empregada, Carol tinha 3 anos, Camila 9, e todas despreparadas para cuidar de um cachorro.

KIKA RALIO
A Kika foi muito mimada, voltava do petshop sempre com roupa nova, mas era um bebê e aprontava muito, além de ter um defeito que inviabilizou tudo: ela pulava e avançava nas pessoas. Mas não era um pulinho fofo que cachorro dá, sabe? Eram pulos na altura da cintura da gente... meio genético pois os pais dela pulavam uma altura absurda que eu constatei quando fui resgatá-la. Como ela ficava mais tempo com a empregada, e iriamos viajar, a empregada levou a Kika pra casa dela, com casinha e acessórios todos. Conclusão: Kika mora lá até hoje, e nós ficamos sem cachorro mais uma vez.

Koda, o cão
A Camila sempre teve medo de cachorro, apesar de pegar no colo, é só o bicho rosnar que ela já não sabe o que fazer, Carolina idem, eu nunca tive EFETIVAMENTE um cachorro, mas vontade de cuidar de um, sim. Sempre que vamos ao shopping paramos para ver os filhotes na vitrine do petshop, numa dessas vezes um cão diferente, de uma raça diferente, olhou pra mim, mas olhou no olho, profundamente, e olhou de novo, e eu me apaixonei por ele. Era o Koda. COMPREI, fui pra casa feliz da vida e entrei no mundo canino. Em 2005 nem Facebook eu tinha... meu mundo era blog de mãe, criei a Trevisart, e o mundo dos bichos não era do meu interesse. 

Daí que hoje existe Facebook, redes sociais, muita  informação, e eu passei a me interessar pelo assunto, quer dizer, estou decidida a fazer dar certo, a ultrapassar os poucos meses que fiquei com outros cães e por falta de experiência só me resta pesquisar, ler, ir atrás de dicas para uma boa convivência e termos sucesso com o bichinho.

Acontece que mergulhei demais nesse mundo e descobri que eu (praticamente) cometi um crime! EU COMPREI UM CACHORRO! Sim, eu PAGUEI pra ter um cachorro de raça, e isso faz de mim uma pessoa vaidosa, egoísta, sem coração. Pelo menos é o que eu leio todos os dias nos perfis de proteção animal. Tenho muita vontade de ajudar essas ONGs que recolhem animais da rua, veja tanta foto de cachorro doente, atropelado, mal tratado, e eu não faço nada, o máximo que faço é comprar uma rifa, isso tudo porque eu paguei por um cachorro e sabe lá o que essa gente, que acha que o fiz por vaidade, vai pensar.

Eu JAMAIS imaginei que para ter um cachorro de raça eu estaria financiando maus tratos, canis clandestinos, atrocidades com cães matrizes, mantidos presos e procriando sem parar. Eu JAMAIS imaginei que pagar por um cachorro financiaria uma rede de exploradores de cães. SOU INOCENTE! Eu não sabia! Eu não sabia!

Agora eu sei, mas o meu questionamento mudou, e não tenho coragem de perguntar para quem entende do assunto, pois vão me julgar, mas a dúvida é a seguinte: se não devemos COMPRAR cães de raça, o que será deles, que fim terão? Como preservar as raças? Existem canis confiáveis? Posso pagar para ter um cachorro se eu souber a procedência do canil? Como posso ter certeza que o canil não escraviza cães?

Fiquei pensando nisso, e não chego a nenhuma conclusão, pois não é politicamente correto falar no assunto. Se alguém quer um cão a primeira coisa que passa pela cabeça é "comprar". Mas como dinheiro não dá em árvore, "ganhar" é mais vantagem, foi assim com a Kika, eu não adotei, eu ganhei (na minha ignorância do assunto eu nem sabia que tinha adotado, pra mim eu ganhei um cachorro, mesmo que vira-lata, eu não fazia ideia que haviam lugares que doavam cães, hoje eu sei disso).

Assim como eu desconhecia o assunto, acredito que MUITA gente que nem tem bicho de estimação, ou que tem porque ganhou, saiba disso tudo também. Não somos obrigados a tomar conhecimento de todas as mazelas do mundo, mas tem gente que não entende isso, tem gente que julga, xinga e acusa como se todo dono de um cãozinho de raça fechasse os olhos para esse "mundo cão".

Por enquanto estou fazendo minha parte, cuidando muito bem do meu Koda, ele já está castrado desde os 6 meses, vacinado, banho toda semana, ração da melhor, anti-pulgas mensal, ossos novos para roer, e muito amor, muito carinho, mesmo ele sendo um chato, às vezes... rsrsrsrs

Quando eu me aposentar terei vários cães adotados, tenho certeza, por hora continuarei ajudando na causa, é o que me "tocou" no momento.


terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Teddy

Gente amiga que se liga no balão... que situação a que me encontro.
Sabe quando estamos com crise de consciência, e vemos aquele anjinho de um lado e o diabinho de outro começarem a falar no seu ouvido... estou assim.
Teddy foi o nome escolhido para o nosso cachorro, ou nosso ex-cachorro, ainda não sei.
Na sexta-feira ele veio definitivamente morar na cAsA dAs loucAs e foi tranquilo. Arrumei ele lá nos fundos, dentro da casinha de bonecas das meninas.
A noite estava quente, eu fui dormir às 4h e ele ficou quietinho até essa hora. Depois não sei pq eu desmaiei e não vi mais nada.
Na manhã seguinte, quando abri a porta da casinha quase desabei com o cheiro de cocô. Tudo bem, ok, ok, normal... limpei e tudo ficou resolvido.
O sábado foi ensolarado na fria cidade de Curitiba. Um calor infernal... o que precede chuva e frente fria.
À tarde levei-o ao veterinário para tomar banho. Voltou cheirosinho, escovado e de gravatinha !!! Uma paixão !!!
À noite preparei a casinha debaixo da edícula, esperando a chuva que com certeza cairia.
Fiz o melhor que pude, mas o poodle é bebê e precisa de gente por perto... a segunda noite não foi tão boa pra ele.
No domingo amanheceu um frio, mas um frio ridículo para o mês de janeiro. Chuva, garoa, um dia digno de inverno.
O coitado chorava lá atrás e não tive dúvidas, trouxe o bicho pra dentro de casa.
Bom... forrei a casa inteira com jornal e o dia correu tranquilo. Um xixi fora do pinico aqui, um cocô em cima do jornal ali.
Quando a noite chegou veio o dilema. Será que deixo o bicho dentro de casa ??? Tadinho, lá fora tá muito frio. Vou preparar o lavabo pra ele.
Forra aqui, pote de água, ração, toalha de banho para ficar quentinho. Tudo certo. Vamos dormir.
Caim, caim, caim... au, au, au... caim, caim, caim....
Não dá pra dormir assim !!!! Solta o bicho do lavabo e seja o que Deus quiser !!!
Conclusão. Ele dormiu feito um anjinho do lado da nossa cama. Não latiu, não encheu o saco. Eu dormi também, vez ou outra na noite olhava pro lado, era só eu me mexer que ele acordava !!
Mas permaneceu ali, do meu lado, velando meu sono.
Às 7h da manhã quando acordo, antes de colocar meus pés no chão, dou uma verificada pra ver se a barra estava limpa, literalmente.
Tudo certo, só um xixizinho no meio do corredor.
Quando vou descer a escada... OH MY GOD !!!! Um monte de merda mole em três degraus diferentes !!! OH SHIT !!!
Enfezada com o bicho, enfiei ele lá atrás na casinha de boneca de novo. Chorou, resmungou e não se aquietou.
Eu, munida de baldes, panos, jornais e sacolinhas plásticas para catar aquela merda toda, botei a mão na massa... ecaaa !!!
Às 8h quando minha empregada chegou, só passei a bola:
- Aquele balde cheio de pano que tá de molho lá atrás é tudo do Teddy, xixi e cocô, cuidado.
- Ele cagou nesse degrau, nesse e nesse.
- Aqui nesse ponto do tapete ele fez xixi, ah.. e naquele também.
- Tranquei ele no lavado, pisaram na merda, tem que lavar bem.

Coloquei minha roupa e fui trabalhar, deixando pra trás muita confusão que aquele pequeno animal fez em apenas 2 dias na casa.

Conclusão, minha mãe ficou a-pa-vo-ra-da com tudo e agora está querendo que eu me livre do Teddy... tipo assim, na boa, mas a gente não tem condições de cuidar de um cachorro.
Tá, tá, então pq não pensou (pensamos) melhor antes de comprar o "cachoínho" !!!

Hoje mesmo (segunda-feira) ele voltou ao seu antigo lar, junto à sua mãe e irmã. A vizinha que nos vendeu disse que cuida dele pra nós, que o cachorro é nosso, e sempre que quisermos ficar com ele é só pedir.
Estou pensando em fazer o seguinte: tornar a vizinha a nossa babá de cachorros, ou seja, todo dia eu deixo ele lá quando eu for trabalhar, e pego ele à noite. E finais de semana ele fica com a gente.
Será que isso vai confundir a cabeça do "Dédi" (como chama a Carolina) ???

Serei eu capaz de educar um cachorro que possui guarda compartilhada ???

(Amigas, obrigada pelas dicas de nomes, juro que quando eu tiver cinco cachorros morando aqui já saberei que nomes dar a eles !!)

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