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sexta-feira, 15 de março de 2013

Bichos de Estimação: Compra x Adoção

Sempre amei cachorros, desde criança lembro das inúmeras vezes que pedi um cachorro para minha mãe. Tenho uma cicatriz no rosto até hoje causada por uma mordida de cão (que quase me acertou o olho). Eu tinha uns 5 anos (ou menos) e estava na casa de uma vizinha, a lembrança é viva e muito real, lembro da cara do cachorro inclusive, eu deitei no chão, com a barriga pra baixo e fiquei "nariz com nariz" com ele, segurando com força pelas orelhas, eu queria dar um BEIJO, mas quem me "beijou" com os dentes foi ele.

Trauma? Sim. Com certeza.

Passei a ter medo de cachorro, mas continuei amando.

Por volta de 10-11 anos de idade eu sempre tinha que ir a pé na casa da minha vó, e no caminho havia muitos cães na rua, alguns deles avançavam nas pessoas que passavam, eu ficava imóvel entoando uma reza que minha mãe mandava eu fazer: "São Roque, São Roque, não deixe que esse cachorro me toque". Depois de alguns segundos eu começava a andar devagarinho e o cachorro me deixava passar. Nessa mesma época vi também o cachorro da minha tia cravar os dentes na perna do meu irmão, um horror, tadinho. Memórias caninas da minha infância!

Meu gatinho preto, Chico.
Em uma ocasião levei pra casa um bicho que achei na rua. O Chico, um gato preto lindão. Permaneceu conosco durante muitos anos, quase não parava em casa, vinha comer as cabeças de galinha que eu comprava na mercearia em Caxias do Sul. Quando viemos morar em Curitiba, eu tinha 13 anos, e deixei o Chico com os novos donos da casa. Ele ainda viveu por muitos anos lá, e depois sumiu, deve ter morrido, claro, de velho.

Em Curitiba viemos pra morar em apartamento, minha mãe nunca gostou de bichos, especialmente cachorros (ela não sabe lidar com eles, são ETs para ela), e eu já nem falava mais em ter um, aliás, o medo deles ainda permanecia em mim. 

Quando comecei a namorar o Júlio (pai das minhas filhas), meus sogros tinham o Oliver, um Yorkshire lindo. Vocês acreditariam se eu dissesse que a primeira vez que fui na casa deles eu não entrei por medo do cachorro? Paralisei, pensando no São Roque, o bichinho latia muito, e só depois que alguém o segurou no colo que eu entrei. Vergonha, me deixem. Depois de um tempo é claro que vi que ele não demonstrava perigo e aí eu vivia fazendo carinho nele, aquele amor contido nunca me largou, é fato.

Teddy
Enquanto adolescente tive tartaruga e hamster. Depois que as filhas nasceram dei um coelho para Camila, tivemos aquário, a Carol teve tartaruga, peixinho, hamster, e até dois cachorros (por pouco tempo, é claro), um poodle vira-lata (Teddy) e uma vira-lata pura, a Kika Ralio.

 O Teddy morou uma semana com a gente. Infelizmente a Kika também não durou muito, apenas alguns meses. Eu trabalhava fora o dia todo, a cadelinha ficava em casa com minha mãe, a empregada, Carol tinha 3 anos, Camila 9, e todas despreparadas para cuidar de um cachorro.

KIKA RALIO
A Kika foi muito mimada, voltava do petshop sempre com roupa nova, mas era um bebê e aprontava muito, além de ter um defeito que inviabilizou tudo: ela pulava e avançava nas pessoas. Mas não era um pulinho fofo que cachorro dá, sabe? Eram pulos na altura da cintura da gente... meio genético pois os pais dela pulavam uma altura absurda que eu constatei quando fui resgatá-la. Como ela ficava mais tempo com a empregada, e iriamos viajar, a empregada levou a Kika pra casa dela, com casinha e acessórios todos. Conclusão: Kika mora lá até hoje, e nós ficamos sem cachorro mais uma vez.

Koda, o cão
A Camila sempre teve medo de cachorro, apesar de pegar no colo, é só o bicho rosnar que ela já não sabe o que fazer, Carolina idem, eu nunca tive EFETIVAMENTE um cachorro, mas vontade de cuidar de um, sim. Sempre que vamos ao shopping paramos para ver os filhotes na vitrine do petshop, numa dessas vezes um cão diferente, de uma raça diferente, olhou pra mim, mas olhou no olho, profundamente, e olhou de novo, e eu me apaixonei por ele. Era o Koda. COMPREI, fui pra casa feliz da vida e entrei no mundo canino. Em 2005 nem Facebook eu tinha... meu mundo era blog de mãe, criei a Trevisart, e o mundo dos bichos não era do meu interesse. 

Daí que hoje existe Facebook, redes sociais, muita  informação, e eu passei a me interessar pelo assunto, quer dizer, estou decidida a fazer dar certo, a ultrapassar os poucos meses que fiquei com outros cães e por falta de experiência só me resta pesquisar, ler, ir atrás de dicas para uma boa convivência e termos sucesso com o bichinho.

Acontece que mergulhei demais nesse mundo e descobri que eu (praticamente) cometi um crime! EU COMPREI UM CACHORRO! Sim, eu PAGUEI pra ter um cachorro de raça, e isso faz de mim uma pessoa vaidosa, egoísta, sem coração. Pelo menos é o que eu leio todos os dias nos perfis de proteção animal. Tenho muita vontade de ajudar essas ONGs que recolhem animais da rua, veja tanta foto de cachorro doente, atropelado, mal tratado, e eu não faço nada, o máximo que faço é comprar uma rifa, isso tudo porque eu paguei por um cachorro e sabe lá o que essa gente, que acha que o fiz por vaidade, vai pensar.

Eu JAMAIS imaginei que para ter um cachorro de raça eu estaria financiando maus tratos, canis clandestinos, atrocidades com cães matrizes, mantidos presos e procriando sem parar. Eu JAMAIS imaginei que pagar por um cachorro financiaria uma rede de exploradores de cães. SOU INOCENTE! Eu não sabia! Eu não sabia!

Agora eu sei, mas o meu questionamento mudou, e não tenho coragem de perguntar para quem entende do assunto, pois vão me julgar, mas a dúvida é a seguinte: se não devemos COMPRAR cães de raça, o que será deles, que fim terão? Como preservar as raças? Existem canis confiáveis? Posso pagar para ter um cachorro se eu souber a procedência do canil? Como posso ter certeza que o canil não escraviza cães?

Fiquei pensando nisso, e não chego a nenhuma conclusão, pois não é politicamente correto falar no assunto. Se alguém quer um cão a primeira coisa que passa pela cabeça é "comprar". Mas como dinheiro não dá em árvore, "ganhar" é mais vantagem, foi assim com a Kika, eu não adotei, eu ganhei (na minha ignorância do assunto eu nem sabia que tinha adotado, pra mim eu ganhei um cachorro, mesmo que vira-lata, eu não fazia ideia que haviam lugares que doavam cães, hoje eu sei disso).

Assim como eu desconhecia o assunto, acredito que MUITA gente que nem tem bicho de estimação, ou que tem porque ganhou, saiba disso tudo também. Não somos obrigados a tomar conhecimento de todas as mazelas do mundo, mas tem gente que não entende isso, tem gente que julga, xinga e acusa como se todo dono de um cãozinho de raça fechasse os olhos para esse "mundo cão".

Por enquanto estou fazendo minha parte, cuidando muito bem do meu Koda, ele já está castrado desde os 6 meses, vacinado, banho toda semana, ração da melhor, anti-pulgas mensal, ossos novos para roer, e muito amor, muito carinho, mesmo ele sendo um chato, às vezes... rsrsrsrs

Quando eu me aposentar terei vários cães adotados, tenho certeza, por hora continuarei ajudando na causa, é o que me "tocou" no momento.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Project365-2013 - #004

04.01.2013

004-365/2013 - Meu afilhado me esperou o dia inteiro para andarmos de skate juntos, é um fofo, está todo empolgado, tadinho, eu dei umas 5 voltinhas e fiquei morta, e ele "mas já cansou?"... hhahahahaha... ai ai, velhoca e sedentária, vamos tentar reverter isso esse ano.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Project365-2013 - #003


Trabalhei até mais tarde, comi um pãozinho com presunto e queijo lá, chegando em casa, sem muita opção para comer, fiz uma pipoquinha para assistir TV. Jantar de hoje!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Project365-2013 - #002


Meninas de férias, na praia, eu sozinha em casa, quem será o meu muso inspirador do projeto? Ele.... Koda, o cão! ADORO esse olhar de quem está fazendo coisa errada.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Project365-2013 - #001

O primeiro Project365 que fiz foi em 2011, e queria muito ter feito em 2012 também, mas eu estava tão focada na festa de 15 anos da Camila que desisti, não havia tempo para isso, e parece bobagem, mas toma um tempo SIM, ainda mais para pessoas metódicas como eu. Enfim, vou tentar seguir com o projeto esse ano, a primeira foto do ano, foi tirada logo nos primeiros minutos do dia 01/01/13 à beira da praia de Barra Velha, meninas pulando as 7 ondas para dar sorte.
FELIZ ANO NOVO para todos, que Deus nos proteja sempre, e que seja um ano bom.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quem responsabilizar?

Na escola da Carolina toda sexta-feira é o Dia do Brinquedo, as crianças podem levar um brinquedo ou jogo que gostam com a intenção de socializar a brincadeira.
Considerando os 9 anos em que a Camila levou brinquedo para a escola, e os 5 anos da Carolina posso afirmar que NUNCA perdemos um brinquedo antes, todos foram e voltaram para casa em perfeito estado nesses 14 anos.
A escola sempre sugere que os alunos não levem brinquedos caros, eletrônicos ou itens frágeis que possam estragar, mas isso é meio complicado numa escola em que crianças são donas de iPhones aos 7 anos de idade, e que além disso carregam diariamente (e não somente no dia certo) cartinhas de Pokémon, figurinhas do Brasileirão, adesivos fofos, Nintendo 3DS, celulares, iPads e iPhones.
Carolina não fica de fora dessa falta de disciplina, por mais que eu proiba que ela leve essas coisas (as cartinhas e adesivos, é claro, nem eu tenho iPhone) e não tem jeito, ela passa a perna, esconde e leva... alega que depois da aula, enquanto me espera é o momento em que ela vai mexer nas coisas, e nunca antes, durante a aula.
Fato é que esse ano tivemos DUAS ocorrências negativas com relação aos brinquedos. Não posso tirar a culpa (irresponsabilidade) da Carolina, mas criança nessa idade "se liga" que deve ser responsável? Alguns sim, outras não... mesmo.
E se não foi falta de atenção dela e sim má intenção de outras pessoas, sim... afinal os brinquedos SUMIRAM!
Fico imaginando duas possibilidades, a primeira dela ter esquecido no pátio da escola, alguma criança viu lá dando sopa e "pegou emprestado". Nesse caso, essa criança vai chegar em casa com brinquedos que não lhe pertencem, e os pais dirão o que? Ou então chegarão com "mais um brinquedo" em casa, os pais nem sabem o que a criança tem ou não, e fica por isso mesmo. A outra possibilidade é não ter sido crianças que "acharam", e aí prefiro nem dizer o que eu acho para não acusar levianamente.
Well, a primeira coisa que ela perdeu foi uma lata com umas 200 cartinhas de Pokémon, quem coleciona sabe que custa caro... valor da "brincadeira" uns R$240,00.
Semana retrasada foi um casal de Monster High que eu havia comprado no último mês, esses da foto abaixo. Prejuízo registrado R$210,00
Fiquei revoltada e muito brava com a Carol, castigo pra ela é não levar mais brinquedo pra escola, nem cartinhas, nem figurinhas, nem nada... proibida. É o que eu posso fazer, afinal ela tem que aprender a cuidar das coisas que tem, mas que fiquei com pena, fiquei, gente de má fé que leva pra casa o que não lhe pertence na maior cara-de-pau é UÓ !!!




quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ilana 38 anos

Tão mais fácil criar um álbum no Facebook com fotos dos eventos do que escrever, contar, detalhar com palavras. Ultimamente ando com preguiça de escrever sobre a vida particular, mesmo que sobre um tempinho, prefiro falar de outras coisas, prefiro ainda contar sobre a festa da Camila, prefiro publicar coisas nos blogs da Trevisart, editar fotos, e por aí vai...

Mas esse blog existe há anos, não posso simplesmente deixá-lo de lado, por isso transfiro para cá o registro que fiz no Facebook sobre esse dia 9 de julho de 2012.

"O clima não era dos melhores, mas minhas filhas não se conformam em "não" comemorar um aniversário. Enfim... recebi muitas mensagens bacanas aqui pelo Facebook, presentes e homenagens do pessoal do trabalho, presente especial da Camila, que sozinha foi atrás dessas flores lindinhas e com cheiro de coragem, e o cartão da Carolina, que é um presentão, já que sou fã dos desenhos dela. Valeu, todo mundo! Tô velha, é a vida. Mas ainda consegui sorrir nas fotos."











domingo, 29 de julho de 2012

KODA, repete comigo KO-DA

E cá estamos nós com uma terceira tentativa de manter um cachorro nessa casa. São SETE dias com um bebê por aqui, e até o momento nenhum morto, nem feridos.
Carolina e eu fomos ao shopping almoçar, e naquele dia pensei em sair para adotar um cachorrinho. Tenho visto alguns filhotes todas semana precisando de um lar, e nós querendo ter um cãozinho. Fato é que justamente naquele dia havia um lindo e fofo bichinho no petshop que me olhou com aqueles olhinhos zarolhos, e foi paixão à primeira vista. Como não se apaixonar!!!!!
Depois de um papo com a vendedora, eu querendo levar, mas com pena do meu bolso, afinal um cachorro de raça custa uma grana, e patati, patatá... eis que ela fala as palavras mágicas "dá pra parcelar em 10 vezes". Pronto, tá aqui o bicho morando com a gente.
Sei que fêmea é beeeeem mais fácil de ensinar, são mais calmas, apesar do cio ainda é melhor do que machos, mas isso também foi contra aos meus requisitos básicos, mesmo sendo um guri eu me apaixonei, mas torço pra que ele seja gay, afinal de contas, estamos na cAsA dAs loucAs, hehe.
O nome foi inspiração do filme Irmão Urso, já que ele se parece com um ursinho travesso, o Koda.
E é isso, passo importante para nós, Camila já se vira sozinha com ele (cof, cof... quase), e está gostando de ter "alguém" pra cuidar e não se sentir tão sozinha em casa. Carolina está feliz pois finalmente tem um bichinho de estimação que brinca com ela, e eu.... bem... confesso que tenho me sentido tensa, sempre alerta, não durmo direito, a fim de preservar minha casinha né, mas também estou adorando o nosso Koda.
Ele não é fofo???












quarta-feira, 18 de julho de 2012

Inconsolável


"Vão-se os anéis, ficam os dedos."


Não sei como escrever esse post sem parecer uma pessoa demasiadamente materialista. Será?
Não consigo me abrir com ninguém pois a maioria acha banal e facilmente superável o que vem acontecendo comigo nos últimos anos.
Não consigo pensar no assunto sem me achar uma tola e descuidada, que agora amarga pelo próprio erro.
Não consigo desabafar sobre o assunto sem chorar rios de lágrimas.
Estou inconsolável.
Inconformada.

O que será de nós nessa era digital? Como guardar nossas memórias, nossa história, como conservar as lembranças e mantê-las seguras?

Lembro sempre das palavras da minha mãe quando dizia que as únicas coisas que salvaria num caso de incêndio em casa eram os filhos e as fotos, o resto que incendiasse tudo.

A probabilidade de uma casa pegar fogo é infinitamente menor do que ser assaltada. E que ladrão entraria em nossa casa, antigamente, para roubar nossas fotografias, nosso álbuns e retratos nas paredes? Nenhum, isso só tem valor para a família.

Hoje em dia guardamos nossas fotos em computadores, HD's e laptops, e esses sim, têm valor.

Até 2007 eu tenho fotos reveladas, organizadas em álbuns, ordenadas... tudo certinho. Desde então passei a não revelar mais nenhuma, por falta de tempo, por excesso de fotos para escolher, pela dificuldade de enviar os arquivos, enfim, por preguiça. MAS, mantenho cópia das fotos em CD's, em álbuns virtuais na internet (claro que em qualidade inferior aos arquivos originais), e procurava manter cópia em vários HD's diferentes. Aliás, ainda faço isso.

Em casa eu costumava ter 5 HD's diferentes, todos com cópias das fotos. No computador principal, no computador da Carolina, no meu laptop, no laptop da Camila, num HD externo do computador principal e ainda num HD de bolso que sempre anda comigo.

Achava que estava segura, se por acaso eu derrubasse um HD teria cópia das fotos em outros lugares. Mas como nem sempre temos tempo de salvar tudo em todos os lugares, somente um ou dois HD's estavam sempre atualizados.

Eis que em janeiro de 2010 arrombaram minha casa e levaram TODOS os equipamentos de informática e câmeras fotográficas que tínhamos. O único laptop que sobrou tinha pouquíssimas fotos salvas. Mas, por uma obra de Deus (vou acreditar que tenha sido), o meu HD de bolso e o mais atualizado, foi "esquecido" no meio das roupas da Carolina, únicas que não foram roubadas, ou seja, eu tinha em mãos a minha vida, minhas fotos, todas elas.

MAS, perdi os vídeos, eles estavam todos no HD do computador principal, e no HD externo, ambos foram levados. Dos backups que eu tinha em DVD consegui recuperar até 2006, mas havia perdido definitivamente os vídeos de 2007 e 2008. Os de 2009 estavam no HD de bolso.

Nunca me conformei com isso, volta e meia eu me pegava lembrando dos momentos que não poderia recordar daqueles anos. Bola pra frente, as fotos estavam salvas e novos vídeos seriam feitos dali para frente.

Em fevereiro de 2011 roubaram meu celular e com ele foram-se fotos e vídeos.

Em fevereiro desse ano a Carolina formatou o cartão de memória da máquina digital, perdi vídeos e fotos importantíssimas, conforme já contei num post anterior AQUI.

Em junho iniciei um trabalho de backup dos meus arquivos, em mídias de DVD, que não são seguras também, podem não abrir mais depois de anos guardadas, mas, pelo menos isso ladrão não leva embora. Durante um final de semana consegui fazer backup de quase todos os anos de fotografia, e iria começar os backups dos vídeos na semana seguinte. Já tinha organizado, seriam necessários 15 DVD's para salvar todos de 2009 até 2012.

Eis que uma fatalidade (burrice, distração, desleixo) aconteceu. Derrubei meu HD externo com 1500 gigas de dados, e nele TODOS os vídeos salvos, ali, e somente ali, pois depois do roubo não recuperei os equipamentos de informática que eu tinha, o espaço estava meio apertado para guardar tudo, e enfim... aconteceu.

No momento estávamos as três em casa, era uma sexta-feira à noite, e eu chorava tão desesperadamente que todas choravam juntas, Carolina que adorava assistir aos vídeos era uma tristeza só. Parecia realmente que alguém tinha morrido, tamanho desespero em que fiquei.

A queda foi de 1 metro de altura, no sábado ainda tentei comprar uma gaveta (carcaça) nova pra ver se dava jeito... e nada. Mandei pra uma empresa especializada aqui em Curitiba, já na semana seguinte, orçamento de R$2.380,00 para recuperar os dados. Não deram jeito aqui então eu teria que enviar para a matriz da empresa no Canadá, frete de R$580,00 não reembolsável. Paguei. Foi. E ontem recebi a lista de dados possíveis de recuperar. Nessa lista apenas os vídeos de 2004, 2005 e 2006, justamente os únicos que tenho backup. O restante, de 2009, 2010, 2011 e 2012... perdidos e sem possibilidade de recuperação.

Mais lágrimas... e mais reflexão... como vou guardar esse material de forma segura? Devo voltar a usar fitas de VHS? Fotografar com filmes de 36 poses e guardar os negativos? Afinal que evolução e tecnologia é essa que não nos deixar seguros de nenhum jeito? Será o fim das nossas memórias?

Não sei o que pensar, é uma merda atrás da outra. E aí é que me sinto materialista, enxergo pessoas apontando o dedo pra mim e dizendo "meu filho aqui com câncer e ela chorando por causa de uns vídeos", ou então "minha filha morta numa acidente e ela chorando por causa de uns vídeos".

Pra quem me conhece e sabe o tanto de relíquia que guardo do passado deve imaginar a dor que estou sentindo, a tristeza em não ter mais os registros da Carolina cantando para mim no Dia das Mães na escola, isso porque eu não costumava fotografar, e sim filmar. Não tenho mais registros dos nossos natais em família... é Dona Lira, foi-se. As danças juninas, a galera cantando Parabéns em nossos aniversários, nossos vídeos de férias na praia, cantando juntas, falando besteiras, todos os shows que fomos nesses anos, e foram MUITOS, não sobrou nada.... e se sobrou foi muito pouco. A serenata dos 7 anos da Carolina, foi-se. As apresentações de Judô também, perdidas. Tantos e tantos momentos cotidianos que nem lembro, mas que adoraria relembrar num futuro próximo, e que agora, infelizmente, nunca mais será possível.

Foram-se os anéis... e uns 3 dedos.





Adam Lambert

Adam Lambert é alguém que eu admiro, sou fã, e amo! Conhecem? Não? Pois deviam...
Ele é cantor, tem 30 anos, e o conheci na 8ª edição do programa americano American Idol. Ficou em 2º lugar, apesar de ter merecido ser campeão, não foi por um mero detalhe: ele é gay!
Que voz, que carisma, que pessoa... quanto talento.


Ele acabou de lançar o segundo CD e estamos viciadas no bendito, todas as três aqui em casa, é tãããão bom, tãããão gostoso, músicas maravilhosas, dançantes, com energia, algumas mais lentas, lindas, enfim... indico, vocês vão gostar, o CD chama-se Trespassing e custa R$24,90 nas melhores lojas do país. Adeptos do "vou baixar pra ouvir" devem encontrar alguma fonte disponível.

A carreira internacional de Adam é fantástica, mas na América Latina ele ainda não "emplacou", talvez agora, com esse segundo CD, mas não sei, parece que as gravadoras não fazem um trabalho tão bom de divulgação, lançaram alguns clipes no Brasil (Sony Music), algumas pessoas conhecem suas músicas, mas não sabem que são dele, efetivamente. Já ouviram mas não sabem quem canta, sabe como? (eu sou assim com sertanejo, conheço a música mas não faço a mínima ideia de quem canta, pra mim toda música é do Vitor e Léo)

Recentemente ele foi convidado pelos integrantes do Queen para ser o vocalista numa turnê com a banda, cantando nos vocais que pertenceram ao lendário Freddy Mercury, e que jamais serão substituídos, claro, mas se trata de um tributo, e as primeiras apresentações foram fantásticas, pena que o maldito youtube bloqueou os links que eu assisti, senão indicava pra vocês.

Não vou indicar nenhuma música dele pois não consigo, não tenho uma ou duas preferidas, adoro todas, e portanto impossível citar uma só.

A professora do jazz da Carol estava atrás de músicas para a apresentação do final de ano, emprestei o CD e ela adorou, acho que usarão uma música do Adam, já me imagino toda trabalhada no escândalo e emoção se minha filhota dançar mesmo uma música dele, acho que se for, será Trespassing. Sendo assim, indico essa para ouvirem!



domingo, 1 de julho de 2012

Carolina e sua viola (nova)

O violão que comprei a anos atrás quebrou, era meio mequetréfe mesmo, mas serviu para as primeiras aulas.
Mandei consertar, afinal, a situação $$ não está fácil pra ninguém, mas, não houve sucesso. Carolina tá com violão novo, olha que lindão!!!



Manda ver filhota, dedicação e persistência... você chega lá!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fim de um ciclo materno

Esse ano acaba um ciclo que eu tenho certeza sentirei MUITA falta, o das apresentações escolares. São 14 anos ininterruptos, começou em 1998 com a Camila no maternal, e termina agora, em 2012 com a Carolina no 4º ano do fundamental.

Adeus apresentações no Dia das Mães, adeus danças caipiras e vestidos caipiras, adeus apresentações de Natal. 

As apresentações da Camila foram tantas, nem sei se consigo ilustrar em fotos. Na pré-escola dela era tradição ter essas coisas todas, todo ano, além disso houve formatura do pré, com cerimônia, homenagens, diplomas e tudo mais, coisa que a Carol não teve. Aliás, se eu for comparar já me dá um aperto no coração, realmente a Pré-Escola CECI foi excelente pra Camila, que estudou lá durante 6 anos e rendeu tantas memórias boas, incomparáveis.

Mas, a Carolina ingressou numa escola maior, mais tradicional, e ao mesmo tempo menos interessada em blá blá blá de mãe, ensaio de dança e homenagens. Não que não houvesse, mas foi algo infinitamente mais simples se comparado ao que a Camila havia realizado.

Independente do grau de produção desses momentos, o importante mesmo foi participar deles, cada lágrima de alegria ao assistir aqueles pequenos cantando músicas bonitas pras mães... inesquecíveis mesmo!

Tenho um baú de tesouros, onde guardo todos os cartões, lembranças e mimos que ganhei no Dia das Mães, nesses 14 anos escolares das minhas filhotas, e eu sei, que ano que vem, mesmo não havendo apresentação ou gincana na escola, eu vou ganhar um mimo no dia (ai delas se não me fizerem um cartão!), e continuarei colecionando, cada um com seu significado e energia.
Enfim, esse ano é de muitas mudanças de fase, fim de ciclos, e confesso, tenho me sentido nostálgica, diria até meio depressiva em pensar que muita coisa vai mudar, naturalmente, e "perderei" as crianças da casa, definitivamente.

Enquanto uma completa 1 ano de namoro, a outra começa a sair da infância e entra na pré-adolescência.

Não ter mais crianças em casa dói. Entristece.

Se eu pudesse "congelaria" a vida só uns dois aninhos, depois eu juro, deixava a vida acontecer, mais conformada.






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