terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quem responsabilizar?

Na escola da Carolina toda sexta-feira é o Dia do Brinquedo, as crianças podem levar um brinquedo ou jogo que gostam com a intenção de socializar a brincadeira.
Considerando os 9 anos em que a Camila levou brinquedo para a escola, e os 5 anos da Carolina posso afirmar que NUNCA perdemos um brinquedo antes, todos foram e voltaram para casa em perfeito estado nesses 14 anos.
A escola sempre sugere que os alunos não levem brinquedos caros, eletrônicos ou itens frágeis que possam estragar, mas isso é meio complicado numa escola em que crianças são donas de iPhones aos 7 anos de idade, e que além disso carregam diariamente (e não somente no dia certo) cartinhas de Pokémon, figurinhas do Brasileirão, adesivos fofos, Nintendo 3DS, celulares, iPads e iPhones.
Carolina não fica de fora dessa falta de disciplina, por mais que eu proiba que ela leve essas coisas (as cartinhas e adesivos, é claro, nem eu tenho iPhone) e não tem jeito, ela passa a perna, esconde e leva... alega que depois da aula, enquanto me espera é o momento em que ela vai mexer nas coisas, e nunca antes, durante a aula.
Fato é que esse ano tivemos DUAS ocorrências negativas com relação aos brinquedos. Não posso tirar a culpa (irresponsabilidade) da Carolina, mas criança nessa idade "se liga" que deve ser responsável? Alguns sim, outras não... mesmo.
E se não foi falta de atenção dela e sim má intenção de outras pessoas, sim... afinal os brinquedos SUMIRAM!
Fico imaginando duas possibilidades, a primeira dela ter esquecido no pátio da escola, alguma criança viu lá dando sopa e "pegou emprestado". Nesse caso, essa criança vai chegar em casa com brinquedos que não lhe pertencem, e os pais dirão o que? Ou então chegarão com "mais um brinquedo" em casa, os pais nem sabem o que a criança tem ou não, e fica por isso mesmo. A outra possibilidade é não ter sido crianças que "acharam", e aí prefiro nem dizer o que eu acho para não acusar levianamente.
Well, a primeira coisa que ela perdeu foi uma lata com umas 200 cartinhas de Pokémon, quem coleciona sabe que custa caro... valor da "brincadeira" uns R$240,00.
Semana retrasada foi um casal de Monster High que eu havia comprado no último mês, esses da foto abaixo. Prejuízo registrado R$210,00
Fiquei revoltada e muito brava com a Carol, castigo pra ela é não levar mais brinquedo pra escola, nem cartinhas, nem figurinhas, nem nada... proibida. É o que eu posso fazer, afinal ela tem que aprender a cuidar das coisas que tem, mas que fiquei com pena, fiquei, gente de má fé que leva pra casa o que não lhe pertence na maior cara-de-pau é UÓ !!!




2 comentários:

  1. Amiga, você não foi na secretaria da escola pra eles tentarem reaver o brinquedo? No mínimo deveriam soltar um aviso às professoras para ficarem de olho se não acharam nada em outras salas, e até mandar um aviso aos pais. Eu sei que a escola é enorme, mas deixar esse tipo de situação sem solução nenhuma também não dá. A escola deveria tomar isso como exemplo para ensinar (já que pelo jeito muitos pais não ensinam em casa) que o nome disso é furto, e que é crime! Ou eles pensam que agora pode, porque são apenas crianças?
    Beijos da amiga indignada, Luise

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  2. Bem, na minha casa, havia revista na malinha (não existia mochila ainda) e se aparecesse algo indevido, o interrogatório era certo. Às vezes, era troca entre colegas. Não sabíamos o valor monetário dos brinquedos, claro. Mas a história contada pra mãe era sempre apurada na escola ou com a mãe do colega. Sempre.

    Acho que cabe, em parte, à escola, que organiza esse tal 'dia do brinquedo', se responsabilizar por certos problemas. Proibir itens tão caros, por exemplo. Basta olhar a mochila da criança ao chegar na escola. Trouxe um iPhone? Devolve pra mãe. A mãe já foi embora? Veio no ônibus escolar? Guarda na secretaria até um responsável resgatar. Ou acaba o dia do brinquedo, porque escola já está caro demais. Sem contar material escolar, fardamento, cotas e outras coisas que nem sei, porque não tenho criança pra saber o que inventaram nesses últimos trinta anos (nossa, já?).

    (E pensar que o grande contrabando na minha época era levar bola pro recreio...)

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