A solução encontrada foi organizar gincanas com participantes imaginários.
A disputa começava antes mesmo do banho:
- Estamos aqui reunidos para mais uma gincana do banho, atenção senhoras e senhores, as participantes de hoje são: Camila e Fabíola. As regras são as seguintes: tem que lavar os cabelos sem reclamar, quem disser um "ai" perde 10 pontos. Depois de terminado o banho tem que cortar as unhas, limpar as orelhas, pentear os cabelos, tudo sem os "ai, ai ai". Aquela que terminar primeiro, sem reclamar é a campeã e vai receber um belo prêmio (imaginário também). Todas prontas?? Vamos lá!!
E assim o banho acontecia na maior festa, é claro que a Camila sempre ganhava, afinal ela se esforçava ao máximo para não dizer nenhum ai. A cerimônia de premiação era sempre uma festa. Banho passou a ser sinônimo de gincana, mas isso foi até a Carolina nascer, depois não tive mais tanta disposição (e tempo) para as gincanas. Mas os métodos utilizados para as tarefas chatas são sempre bem-vindas e funcionam muito bem, isso tira a atenção da criança da parte chata da história, o interessante é sempre o conto de fadas !!!
É claro que isso só funciona com mães (ou pais) que consigam interpretar personagens, por exemplo, na hora de pentear os cabelos da Camila eu viro uma cabeleireira "bicha", com sotaque nordestino, que a-do-ra cor-de-rosa e é totalmente pirada. Maior barato, adoro a Cleonice. Até eu me divirto muito com as maluquices que eu invento. Tem que inventar um personagem por dia !!!

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