quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mãe de menina

Curitiba, 25 de outubro de 2011.
Terça-feira.
Dia controverso.

Para Camila, um dia de novas experiências, sair da rotina, almoçar na casa do namoradinho pela primeira vez, tem noção da situação? Deu tudo certo, e isso é assunto dela, não vou expor nenhum deles, a exposição que eles mesmos se permitem basta (fotos no Twitter, Facebook, etc), é melhor respeitar né? Hehehehe. Não vou fofocar, mas dou meu apoio e têm minha aprovação!

Para Carolina, um dia de desilusão amorosa, tem noção DESSA situação? Aos 8 anos de idade, sofrendo e CHORANDO por causa do Edu. Ah que dó. Fiquei sabendo que rolou um stress com os dois, Carol ficou com ciúmes pois o Edu não falou com ela direito, não passou o recreio com ela, e nem na hora da natação eles conversaram!

Para Ilana, foi um dia de “E agora, José?”
As três dentro do carro, indo pra casa numa cena inusitada, quase patética, mas engraçada.
Camila querendo contar as novidades, Carol reclamando da má sorte, chorando e dizendo “é mãe... vou acabar igual você... solteira!”. Vejam a que terrível constatação ela chegou, HAHAHAHAHAHAHAHA... só rindo, e não na frente dela, lógico.

Conversamos ao chegar em casa, mas como explicar pra uma criança de 8 anos que não é a idade de estar falando sobre isso, que ela não devia sofrer por isso, muito menos chorar. Sugeri que ela não tratasse mais o assunto como “romance”, pois nessa idade isso é fantasia, brincadeira, não pode ser levado a sério. Ela tinha que ver o Edu como amigão, e só.  Na minha opinião não posso tratar o assunto com descaso, ignorar o contexto, podar os sentimentos. Tem que haver muito diálogo, explicações racionais que justifiquem os nossos “nãos” em se tratando de sentimentos. Pode comer bala antes do almoço? NÃO. Nesses casos nem acho que a gente precisa dar muita explicação, mas assunto do coração, que envolve demonstração de sentimentos... jamais podemos dizer “é assim mesmo, não dá bola, vai passar, esquece isso, engole o choro, é bobagem, é coisa de gente grande, etc, etc...”

Sei lá se estou viajando na maionese... mas é assim que eu penso.

Ser mãe de menina talvez seja muito mais fácil, pois sabemos nossas dores, o que sentimos, pelo que passamos, fica mais fácil entender as dores e os sabores das filhas, sei o que falar, como falar para aliviar uma angústia, sei explicar sintomas, dar exemplos.
Porém, mulher é um ser que passa por tantas provações na vida que acabo achando que quem tem vantagem mesmo é mãe de menino.

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