quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Eu não nasci de óculos

Ano passado, logo no início das aulas, Carolina começou a queixar-se de não enxergar direito o que a professora escrevia no quadro. Levei-a ao oftalmologista e foi constatado que realmente ela tinha um pouco de miopia. Compramos o óculos com 0.5 graus de miopia em cada olho.
No final do ano ela continuava reclamando que não enxergava direito. Mas poxa vida, como assim?
O uso do óculos foi feito apenas na escola, durante o resto do dia ela não usava, para nenhuma outra atividade, como ler, assistir TV, ficar em frente ao computador.
Porém, junto com as reclamações de "não enxergo nada", vinha outra reclamação de "sou a mais alta da turma e a professora me deixa lá atrás, meu sonho é sentar na primeira carteira".
O mais comum é não haver um aumento no grau de miopia de um ano para outro, o que me levava a crer que era uma "desculpa" dela por querer sentar na primeira carteira, e não sempre no fundão. Fui levando, acabou o ano, começou outro ano e as mesmas reclamações. 
Até que veio bilhete da escola mandando eu levá-la ao oftalmologista, pois as queixas eram demais.
Levei, e quase caímos de costas.
O grau passou de 0,5 para 2,0 !!!!! Em menos de 1 ano!!!!
O médico quis fazer uns testes para investigar melhor... e chegou à conclusão de que o aumento ocorreu por ela ter forçado demais a visão durante esse ano.
Agora a ordem é usar os óculos o tempo todo, só tirar para dormir.

E tem um lado bom nessa estória... a reação da Carol ao colocar no rosto os novos óculos pela primeira vez, e andar pelo shopping... foi uma alegria sem fim, um novo (e não embaçado) mundo surgiu na sua frente, e para mim, que não imagino como seja "não enxergar", fiquei até emocionada, e me sentindo uma anta por duvidar da menina e fazer ela passar por tanto sofrimento durante 1 ano.

Desculpa, filha, prometo nunca mais duvidar de você! (ainda mais quando o assunto for saúde)




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