quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Filhos da Tecnologia

Lembro que antigamente, tá... nem tão antigamente pois eu ainda sou jovem, digamos a uns 24 anos atrás, eu com 11 ou 12 anos, finalmente tive um telefone em casa. Foram 3 anos de espera pela instalação, o preço absurdo da época, nem todos conseguiam tal "bem" com facilidade. Eu só podia telefonar para UMA amiga, a única com telefone.
Vim morar em Curitiba e telefonar para as amigas em Caxias era caro, o jeito foi cultivar o hábito da cartinha manuscrita através dos Correios.
Foi assim quando minha melhor amiga ficou 1 ano na Alemanha, foi assim durante anos com minhas primas do  sul, cartas com 8 até 9 páginas à mão, longos dias esperando uma resposta, e quando finalmente o carteiro tinha correspondência pra nós, quanta alegria!
E foi assim, por anos, até que tive acesso a computador, e já podia digitar e imprimir as cartas, mantinha apenas a assinatura à mão. Mais alguns anos depois e chegou a internet, e-mail e um novo meio de comunicação. O resto da história vocês já sabem.... ICQ, Messenger, Chat UOL, Orkut, Facebook, Twitter, etc, etc, etc, e milhões de etc.
E os nossos filhos? Já se comunicam usando a tecnologia, a distância praticamente não existe, é possível falar e interagir por horas com pessoas que estão em outro lugar, até em outro país, é possível brincar com primos usando o Skype, e é exatamente isso que vem acontecendo com a Carolina e sua priminha Maria Clara que mora em Florianópolis.
Quando a Carol vai pra casa da Vó Ana, ligam o Skype, chamada com vídeo e brincam de escolinha, fazem desenhos, uma mostra para outra a cor da canetinha que está usando, dão risada, divertem-se como se fossem vizinhas de prédio.
Ponto pra tecnologia, sem ela isso não seria possível, tenho certeza que cultivar as relações, mesmo nessa forma virtual, estreita os laços, aumenta a amizade, nos aproxima das pessoas.
Pena que os menos jovens (inclusive eu, confesso) já não têm muita paciência para essas coisas, eu não mantenho o contato que poderia com minha família que mora no Rio Grande do Sul, não mando e-mail, não uso MSN, abandonei Orkut, uso moderadamente o Twitter e o Facebook, redes relativamente novas que meus tios e tias talvez nem tenham ouvido falar.
Mas nem tudo é assim, vejo a FOME dos adolescentes por comunicação, a Camila mal chega da escola e já engata altos papos com os colegas, com quem acabou de passar as últimas 5 horas. E a comunicação se estende ao longo da tarde, da noite, é assunto que não acaba mais. Claro que escrever pro padrinho, mandar um recadinho pra vó ou encaminhar um e-mail bacana não é o foco do adolescente, legal é falar com a galera. OK. Tá valendo. São os filhos da tecnologia, não há como evitar. E sinceramente? Acho ótimo poder estar no escritório longe de casa e mesmo assim estar em contato com as minhas filhas. Mesmo à distância sinto que estou perto, posso dizer que as amo mais vezes ao dia! Isso não tem preço.

3 comentários:

  1. Caracaaaaaa,que saudades de escrever cartas,e esperar anciosa por uma resposta...É,eu gostava tanto de escrever,que me correspondia ate com um amigo aqui mesmo de Suzano.
    E viva a tecnologia mesmo,lembra do icq?Aquele barulhinho chato qdo alguem mandava mensagens??rsrsrs
    A criançada tem aprendido rapido demais...daqui a pouco vão nascer falando e a gente naum vai mais se alegrar pq ele começaram a andar e sim que ele começaram a digitar...
    Beijos amoreeee

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  2. LôrA, adorei o post!
    Fico impressionada com a facilidade que as crianças têm de usar computador e afins! é uma briga de vez em quando aqui em casa entre Felipe e Lívia para ver quem vai jogar no computador, daqui um tempo teremos que comprar um pc para cada um! rs
    Viva a tecnologia mesmo que possibilita 'conhecermos' pessoas tão especiais!
    saudades de vc!
    beijão

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  3. Aqui é assim também!!
    João já chegou a me pedir desculpas via MSN!rs
    Beijoca

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